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Humanos, unidos pelo medo

Escrita em 1982, no contexto do envolvimento do Reino Unido na Guerra das Malvinas (1982), a canção emerge como um lamento anti-guerra. Na voz de Mark Knopfler, não há celebração do combate, mas o registro íntimo dos momentos finais de um soldado ferido que, diante da morte, já não fala de vitória, mas de despedida. Não há heroísmo; há desgaste e lucidez, e a fraternidade evocada pela canção nasce do risco compartilhado, não da harmonia.

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ColunaFilosofiaPensamento Crítico

Humanos, enganados que não se recuperam do engano

Uma das tragédias silenciosas da condição humana não é o erro em si, mas a fidelidade que passamos a nutrir por ele. Errar é humano; persistir no erro, quando ele já se revelou como tal, é algo mais profundo, quase estrutural. Carl Sagan, em O mundo assombrado pelos demônios (2019), especificamente no capítulo “Obcecado pela realidade”, formulou essa ideia com brutal honestidade: depois que uma pessoa entrega poder sobre si a um charlatão – seja ele um líder, uma ideia ou uma narrativa que promete certezas fáceis –, ela quase nunca o recupera; não por falta de evidências, mas porque admitir o engano cobra um preço emocional alto demais.

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