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Cães e humanos são mais parecidos do que imaginávamos, revela estudo sobre envelhecimento

Um estudo publicado na revista científica The Journals of Gerontology encontrou uma semelhança surpreendente entre cães e humanos: os mesmos sinais biológicos associados à longevidade e ao risco de morte em pessoas também aparecem em cães. A descoberta reforça a ideia de que nossos companheiros de quatro patas podem ajudar a desvendar os mecanismos do envelhecimento humano.

A pesquisa foi conduzida por cientistas do Dog Aging Project, um dos maiores projetos do mundo dedicados ao estudo do envelhecimento canino. Os pesquisadores analisaram amostras de sangue de cães de diferentes idades e buscaram padrões em metabólitos, pequenas moléculas produzidas durante os processos normais do organismo. Em seguida, verificaram quais desses compostos estavam associados a uma vida mais longa ou a uma morte mais precoce.

Os resultados mostraram que muitos dos metabólitos considerados protetores ou de risco para os cães são os mesmos já identificados em estudos com seres humanos. Em outras palavras, processos biológicos fundamentais relacionados ao envelhecimento parecem ser compartilhados entre as duas espécies.

Para chegar a essa conclusão, os cientistas utilizaram dados de cães participantes do Dog Aging Project, um programa de ciência cidadã em que tutores fornecem informações detalhadas sobre a saúde e o estilo de vida de seus animais ao longo dos anos. As amostras sanguíneas foram examinadas para identificar assinaturas metabólicas associadas à expectativa de vida.

Segundo os pesquisadores, a descoberta fortalece o papel dos cães como modelos para pesquisas sobre envelhecimento. Diferentemente dos camundongos de laboratório, os cães compartilham o ambiente humano, estão expostos a condições semelhantes e desenvolvem muitas das mesmas doenças relacionadas à idade. Além disso, envelhecem muito mais rapidamente, permitindo que cientistas observem em poucos anos fenômenos que levariam décadas para serem estudados em pessoas.

Os pesquisadores acreditam que compreender esses mecanismos poderá beneficiar tanto a medicina veterinária quanto a humana. No futuro, biomarcadores metabólicos poderão ajudar a prever riscos à saúde, orientar intervenções preventivas e até acelerar o desenvolvimento de estratégias para promover um envelhecimento mais saudável em diferentes espécies.

Fontes

HAINES, C. Dogs and humans are more alike than we thought, study finds. Phys.org, 10 jun. 2026. Disponível em: https://phys.org/news/2026-06-dogs-humans-alike-thought.html. Acesso em: 14 jun. 2026.

HARRISON, B. R. et al. Dogs and humans share biomarkers of mortality. The Journals of Gerontology, Series A: Biological Sciences and Medical Sciences, 2025. DOI: 10.1093/gerona/glaf279. Disponível em: https://academic.oup.com/biomedgerontology/article/81/4/glaf279/8402140. Acesso em: 14 jun. 2026.

Imagem de capa: fotografia própria.

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