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CALOR EXTREMO é RISCO REAL dentro de casa

Você já ouviu falar em pobreza de resfriamento?

Ela acontece quando pessoas não conseguem manter suas casas em temperaturas seguras durante o calor extremo. Não é só desconforto: é risco real à saúde.

Sem ventiladores adequados, ar-condicionado ou isolamento térmico, o corpo sofre. Aumentam os casos de desidratação, problemas cardiovasculares, insônia e até mortes evitáveis.

E isso não afeta todos igualmente. A pobreza de resfriamento atinge mais quem vive em moradias precárias, periferias urbanas e regiões com poucas áreas verdes, exatamente onde o calor costuma ser mais intenso.

Com as mudanças climáticas, ondas de calor estão se tornando mais frequentes e mais longas. Ignorar a pobreza de resfriamento é aceitar que o calor extremo continue aprofundando desigualdades.

Acesso ao resfriamento não é luxo. É uma questão de justiça social, saúde pública e adaptação climática.

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